Minhas queridas… estava aqui estudando os processos do emagrecimento e quero compartilhar com vocês como nosso cérebro é um danado para sabotar nossas escolhas, você sabia disso?

 

De acordo com pesquisas recentes, o nosso cérebro tende a nos enganar de várias maneiras para nos levar a comer alimentos mais calóricos, fazendo com que engordemos com facilidade. Estudos mostram que ele tende a nos dar mais vontade de comer alimentos mais calóricos; porque geneticamente, os nossos ancestrais (digamos, os homens das cavernas) não tinham tanta oferta de alimento e até passavam por grandes períodos sem se alimentar. As condições de viver em meio a natureza dificultava bastante ter acesso aos alimentos. Então, o cérebro entende que, quando nos alimentamos com alimentos calóricos, o corpo deve fazer um estoque de energia como uma reserva extra para os momentos de privação de alimentos. Essa reserva extra é justamente o acúmulo de gordura no corpo.

 

E quais são esses alimentos mais calóricos? São as gorduras e os carboidratos, ricos em açúcar (massas, bolos, pães e biscoitos) e os doces em geral.

 

A nossa genética ainda está em evolução e tem uma memória forte de nossos ancestrais, então ainda temos essa informação de buscar por esses alimentos mais calóricos. Contudo, com os processamentos dos alimentos e a industrialização, acabamos por exagerar, porque temos muita oferta, e não gastamos o suficiente com atividade física.

 

E, além disso, esses alimentos agem no centro do cérebro dando recompensa de prazer, assim como as drogas, acredita? É verdade! E acabam viciando

 

A questão ainda vai além…

 

No mundo moderno em que vivemos, ainda, existe outra questão, que é distúrbios emocionais, de humor e ansiedade…

O ser humano tem muitas demandas, tendo que dar conta de diversos problemas; como cumprir papeis seja em casa, no trabalho ou na sociedade e, nem sempre, sabe ao certo exatamente aquilo que o faz feliz. Existem necessidades de cumprir compromissos, como pagar contas, por exemplo. E, muitas vezes, a vida entra num circuito de grande estresse. Além, também, de questões de relacionamentos que exige bastante do emocional. Às vezes podemos nos ver numa situação de ter que agradar o mundo, mas nos esquecemos de nos desenvolver naquilo que nos realiza, daí, também, vem medos, sensações de fracasso, falta de ânimo, cansaço.

 

Tudo isso resulta em duas coisas: uma, o cérebro quer buscar prazer para sanar com a sensação de falta de realização ou felicidade. E, dois: com a sensação de cansaço o cérebro quer mais energia e dá sinais para buscar por alimentos calóricos. Daí, vem aquela vontade de comer doces, massas e coisas gordurosas, alimentos artificiais, que acionam o centro de prazer no cérebro. Só que… lembra que as calorias extras devem ser armazenadas como estoque de gordura?

 

… Então, tudo isso vira um processo penoso que é o fato de termos tanto problema de obesidade e sobrepeso.

 

Agora, como driblar as mensagens do cérebro e embarcar no processo de emagrecimento?

Vamos às dicas…

 

Dica 1 –

A primeira coisa, você deve identificar para si os motivos que te fazem querer emagrecer.

Para isso, responda:

  1. Para você, o que significa alcançar o peso desejado?
  2. Por que você deseja emagrecer?
  3. Quem você quer se tornar ao emagrecer?

 

Dica 2 –

Admita que você tem um problema para resolver. Não fique na posição de vítima achando que “ah, estou bem assim; não tem nada de mais estar acima do peso, as pessoas que têm que me aceitar como eu sou, a sociedade é muito cruel”; Não! Se você, lá no íntimo, se incomoda de estar acima do peso… se incomoda quando precisa comprar uma roupa ou colocar um biquíni, por exemplo; não se engane dizendo que não se importa. Você deve ser transparente consigo e assumir mentalmente “eu não estou me sentindo bem com o meu corpo e preciso fazer alguma coisa para mudar essa situação”.

 

Dica 3 –

Depois identificar suas motivações e admitir que você sente necessidade e deseja mudar, você precisa analisar:

  1. O que faz você engordar?
  2. O que te impede de emagrecer?
  3. Quais situações você sente que come por impulso, por prazer?
  4. Quais alimentos você recorre nas situações que sente perder o controle?
  5. O que você pode fazer a partir de agora, ou no máximo em uma semana, para substituir os maus hábitos e os alimentos nocivos?

 

Nessa hora você anota tudo num bloco de notas, incluindo questões relativas aso seus estados emocionais e de questões de padrões de comportamento.

 

Por exemplo: “eu como doce todos os dias”; “eu como porções além da minha real necessidade”; “eu como quando estou chateada”; “eu como porque na minha casa meu marido (ou as pessoas com quem moro junto) não me ajuda e eu não resisto”; “eu como porque me sinto entediada com como tenho conduzido minha vida”; “eu como porque faço tudo para todo mundo e não tenho tempo para pensar em mim”; “eu não me exercito e como sentada na frente da tv fora dos horários das refeições”. “me sinto muito cansada e uso a comida como uma recompensa”. Faça uma análise criteriosa.

 

Você vai observar nessa situação que, sem ver, você instalou hábitos em sua vida que se tornaram padrão e que, agora, são vícios de maus comportamentos, mas que oferecem a recompensa de prazer. E que, para não lidar com o problema, lembra que nosso cérebro quer nos poupar energia? Pois é, ela não quer que você encare o problema, ele quer que você fique bem aí na zona de conforto e, sabe o que acontece? Você vai notar que grande parte das questões que você irá citar, são desculpas que você estará dando, de maneira a terceirizar a responsabilidade.

 

Então vamos, lá. Como você pode mudar essa situação?

Analisando a sua lista anterior, responda:

  1. Sabendo que mudar “tal coisa” depende 100% de mim, o que eu necessito fazer para transformar isso?
  2. O que eu posso fazer a partir de hoje, para mudar esse quadro?

 

Esse é um processo de auto responsabilidade, significa dizer que você não pode terceirizar a culpa de engordar ou de não emagrecer para situações ou pessoas, porque você tem o poder da escolha quanto a se deixar levar ou não por essas recompensas de prazer que o seu cérebro comanda. Mesmo que pareça muito difícil, você tem o poder de dizer

bkcnão e mudar seus comportamentos. Lembre-se, você não é vítima, você escolhe a cada dia engordar mais ou emagrecer. Não é um processo fácil e nem imediato; mas o X da questão aqui é você perceber que precisa mentalizar e se conscientizar quanto aos seus comportamentos e controlar seu cérebro.

 

A medida que você observa seus padrões de comportamentos negativos e busca soluções, você começa a comandar o seu cérebro e não mais ele te comanda você.

 

Dica 4 –

Avalie seu nível de satisfação nas diferentes áreas da vida, já que sensação de insatisfação leva a comer mais alimentos que gerem prazer. Nesse caso, um acompanhamento psicológico ou um processo de coaching nutricional podem ajudar. Entenda que comer não irá resolver problemas e que comer por mero prazer é danoso.

 

 

 

Dica 5 –

Reflita sobre o significado de prazer em sua vida. É comum a associação de prazer com a comida. Isso é um problema real, o ser humano tende a buscar pelo prazer. Mas eu tenho dito que vale uma reflexão: “o que é prazer?”.

 

Por exemplo, o que adianta ter um prazer comendo um monte, se no dia seguinte você se sente “ressaquiada”, indisposta, pesada e depressiva?

Pense bem, qual o significado que você vem dando ao que é prazeroso na sua vida e o que você deseja para si daqui há 1, 2 ou 10 anos?

A maneira como você associa prazer e conduz os comportamentos te leva ou te afasta a ter o que você deseja para sua vida?

 

E, por último;

 

Dica 6 – Crie associações. Essa é uma estratégia que ajuda a resolver as questões anteriores. Já que o ser humano tende sempre a buscar por prazer, ele sempre quer se afastar do sofrimento. Então, ressignifique o prazer criando associações: relacione os seus maus hábitos com coisas ruins e consequências negativas e os hábitos que precisa desenvolver com coisas boas e consequências positivas.

 

Liste todos os seus maus hábitos e escreva ao lado, quais serão os resultados disso ao longo da vida. E, liste os hábitos que precisa desenvolver e escrava ao lado onde esses hábitos poderão te levar ao longo da vida.

 

Sempre que pensar em desistir, relembre dessa lista de associações e lembre-se das suas motivações. Assim, você poderá driblas os comandos do cérebro em busca de prazer pela comida e poderá buscar prazer em se alimentar de forma saudável, evitando acumular calorias!

 

1 Comentário

  • Claudia maria nunes

    Gostei muito desse relato, lêi cuidadosamente, para entender melhor o que esta me fazendo engordar, me indentifiquei em cada parágrafo, vou seguir essas dicas de ouro…obg. Ana Paula Surita

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