Alimentação e Pele, entenda sobre o Colágeno

11 de julho de 2019

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É fato que com o avançar da idade começam aparecer linhas finas de expressão na pele, além de ocorrer uma perda da elasticidade, perda de hidratação e brilho da pele. Esses são sinais naturais e comuns do envelhecimento da pele e que também sofrem influência do acúmulo de exposição ao sol e à poluição ambiental, da redução natural da renovação da pele feita pelo organismo, da alimentação desregrada e pouco nutritiva.

Então, qual seria uma estratégia de alimentação favorável para amenizar todos esses sinais de envelhecimento? Será que há algo que podemos fazer para prevenir o envelhecimento da pele, de modo a favorecer um aspecto mais jovem e saudável mesmo com o avançar da idade?

Vamos entender!

O COLÁGENO

O colágeno é a proteína mais abundante do corpo humano e é formado pelo próprio corpo, por células da pele, por células das cartilagens e por células ósseas. Existem 23 tipos de colágeno, sendo que os tipos 1 e 3 são os que estão presentes na pele.

O que mantêm o brilho, a firmeza e a maciez da pele é a reparação constante do colágeno, feita pelo próprio corpo. Sendo assim, as alterações que percebemos com o avanço da idade, estão diretamente relacionadas às mudanças da qualidade e da quantidade de colágeno presente na pele.

Para que o corpo forme o colágeno da pele, é necessário que haja uma oferta de proteínas advindas da alimentação.

Quando ingerimos proteínas (frango, peixe, carne vermelha, ovo, queijos, iogurte, proteínas vegetais como dos feijões), o corpo realiza as funções digestivas, para que a proteína ingerida seja absorvida em frações menores, chamadas aminoácidos. Quando os aminoácidos são absorvidos no intestino eles entram na circulação e irão se combinar com outros aminoácidos para formar diferentes tipos de proteínas, sendo alguns dos tipos o colágeno.

Daí, a pergunta é: será que quando ingerimos o colágeno em si, o organismo vai usar esse colágeno ingerido para formar justamente o tipo que cria o tecido da pele mesmo depois da digestão?

A resposta é que a depender do tipo do colágeno ingerido, pode ser que o organismo use uma porcentagem ingerida para formar colágeno da pele, mas, também, pode ser que parte desse colágeno, depois de digerido e transformado em pequenas frações de aminoácidos, ao chegar na correte sanguínea, o corpo use esses aminoácidos para formar outros tipos de proteínas que não o colágeno da pele.

Contudo, com a tecnologia e estudos, descobriu-se que quando o colágeno vem numa forma mais quebrada (pré-digerida), como é o chamado colágeno hidrolisado ou, ainda melhor, o chamado peptídeos de colágeno, o corpo terá melhor condição para que esse seja utilizado na reconstituição da pele. E, ainda, outro fator importante é a associação desses peptídeos com os outros nutrientes que compõe a estrutura do tipo de colágeno da pele como vitaminas A e C, manganês e silício.

Então, para que um colágeno seja considerado de boa qualidade e que possa contribuir para a formação do tecido da pele, tem que ser levado em conta qual o tipo do colágeno, se o colágeno já vem mais quebradinho, como é o caso dos peptídeos do colágeno, e se há os nutrientes associados junto a ele.

Além disso, é muito importante que os suplementos a base de colágeno sejam livres de substâncias como açúcar, corantes artificiais e saborizantes. Por isso, é essencial a qualidade do produto, caso contrário as chances da absorção do colágeno e reconstituição da pele são mínimas.

Característica de um suplemento de colágeno de boa qualidade

É composto por peptídeos de colágeno e nutrientes associados: vitaminas A e C, manganês e silício. Livre de substâncias estranhas e açúcares ou adoçantes artificiais.

Colágeno, mulher e fatores hormonais

Suplementar pode ser interessante porque nem sempre a alimentação pode ser suficiente para fornecer a quantidade ideal de nutrientes que o organismo precisa, ainda mais a partir dos 30 anos e, principalmente, depois dos 40. As mulheres sofrem com variações hormonais que se intensificam na menopausa, que ocorre por volta dos 45-50 anos.

Essas variações hormonais fazem reduzir a produção dos chamados fibroblastos, justamente as células que produzem colágeno na pele. Por isso, uma suplementação bem acompanhada por um profissional nutricionista, com um apoio médico para regular os hormônios, pode fazer uma grande diferença para a estética da mulher nessa fase.

Lembrando que o estilo de vida, alimentação balanceada, hidratação, controle do estresse, também contribuem para os resultados. No caso, o colágeno passa a ser mais um recurso para contribuir juntamente com todo esse conjunto de fatores.

E onde encontrar o colágeno?

Produtos de boa qualidade são encontrados na internet, colocando na busca peptídeos de colágeno você encontrará boas marcas, daí vale ler o rótulo para avaliar a composição do produto, observando os detalhes que eu descrevi aqui. Não vá pelo mais barato e sim pelo melhor de acordo com a composição; ou em lojas especializadas de suplementos alimentares ou de produtos naturais.

Além disso, o colágeno está presente nos alimentos de origem animal. As cartilagens presas nos ossos do frango contêm grande concentração de colágeno, por isso, caldo de frango feito na panela de pressão com os ossos é uma opção de colágeno provinda da alimentação.

Outros fatores de proteção da pele pela produção de colágeno

  • Beber bastante água para manter-se sempre bem hidratada;
  • Ter os níveis de cálcio e vitamina D adequados (fazer exames periódicos com seu médico ou nutricionista para avaliar);
  • Evitar o consumo excessivo de açúcar, pois o açúcar em excesso interfere na qualidade das fibras do colágeno formadas pelo corpo;
  • Fazer atividade física, pois o estímulo do exercício estimula a produção de hormônios que ajudam a aumentar a produção do colágeno.
  • Fazer exames periódicos para verificar os níveis hormonais de acordo com a idade, em específico o estrogênio;
  • Manter o peso saudável;
  • Consumir alimentos ricos em vitamina A (ex: alimentos amarelados como a manga e alaranjados como abóbora e cenoura); ricos em vitamina E (azeite de oliva e castanha do Pará); ricos em vitamina C (frutas ácidas e pepino); alimentos ricos em manganês (castanhas); alimentos ricos em silício (aveia). Equilibrar o consumo de carboidratos (pães, massas biscoitos, bolos, farinhas) na dieta, em níveis mais baixos.

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